Série “Museus do Québec”: Museu Nacional de Belas Artes do Québec
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A província de Québec possui uma variedade de museus para todos os gostos. Inaugurando a nossa série, selecionamos o Musée National de Beaux-Arts du Québec.

Fundado em 5 de junho de 1933, o museu de Belas Artes do Québec é o primeiro museu oficialmente criado pela província do Québec. Por muito tempo conhecido apenas como “Museu de Québec”, originalmente contava com exposições de obras de arte da época da Nouvelle France, um acervo de ciências naturais, arquivos históricos da província e muito mais. Com a criação de outros museus na cidade e na província, além da mudança dos arquivos da província para a Université Laval, em 1979, o Musée National de Beaux-Arts passou a ser a sede somente de obras artísticas, como quadros e esculturas.

O que você pode encontrar no museu

No Musée National de Beaux-Arts du Québec você encontrará um acervo bastante variado, com obras na sua maioria ligadas à história ou aos artistas da Belle Province. O museu é composto por 4 edifícios principais, cada qual abrigando criaçoes artísticas das seguintes épocas:

  • Arte Antiga
  • Arte da Nova França;
  • Arte Moderna;
  • Arte Contemporânea;
  • Arte Atual;
  • Arte Inuíte.

PAVILLON GÉRARD-MORISSET

Imagem noturna do Pavilhão Gérard Morisset
Pavilhão Gérar-Morriset. Por abdallahh from Montréal, Canada — Musée national des beaux-arts du Québec. https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=20547938

O Pavilhão Gérard-Morisset foi o primeiro do conjunto a ser construído. Concebido num estilo neoclássico pelo arquiteto Wilfrid Lacroix, foi inaugurado em 1933 e até 1991 reinava sozinho. Desde a inauguração do Pavillon Pierre Lassonde, na Grande Allée, suas lindíssimas escadarias deixaram de dar acesso ao Museu.

Com suas coleções de Arte Antiga e da Nova França, além de Arte Inuíte, nele você encontrará as obras mais icônicas que figuram nos livros de história do Québec e do Canadá.

PAVILLON CHARLES-BAILLAIRGÉ

Pavilhão Charles-Baillairgé
Pavilhão Gérard-Charles-Baillargé. Foto: William Zimmeramnn.

Se o Gérard-Morisset é o mais bonito, o Pavilhão Charles-Baillairgé é o mais antigo e o que mais intriga os visitantes. Ele foi lar, se é que podemos chamar assim, da antiga Prisão de Québec. Finalizado em janeiro de 1867, o presídio ficou ativo por mais de 100 anos, mais precisamente até 1970. Desde 1991 ele faz parte do complexo do Museu. Ainda é possível visitar algumas das celas preservadas para efeito histórico. Boa parte do edifício, no entanto, é composto por escritórios administrativos e ateliês do museu.

PAVILLON CENTRAL

Pavilhão Central
Pavilhão Central. Foto: Gilbert Bochenek. Wikimedia.

É, como o próprio nome diz, o edifício Central do Museu de Belas Artes, conectando todos os demais pavilhões. Revestido em granito e ladeado por grandes janelas e paredes envidraçadas, foi inaugurado em 1991.

PAVILLON PIERRE LASSONDE

Pavillon Pierre Lassonde
Pavilhão Pierre Lassonde. Foto: Gilbert Bochenek. Wikimedia.

O pavilhão Pierre Lassonde está situado na famosa rua Grande Allée. É por ali que você entrará no Museu. Além da bilheteria, há vestiários, banheiros, a loja do Museu, um café e o auditório. Também possui seis salas de exposição para obras posteriores a 1960, duas salas temporárias e outras três permanentes. As três salas permanentes são as de Arte contemporânea, de Arte inuíte e de Artes decorativas e design.

Preços e como chegar

Em razão da pandemia de COVID, tornou-se obrigatório reservar os ingressos e o horário de entrada online através do site www.mnbaq.org. Até dezembro de 2021, menores de 12 anos não pagam. Estudantes, adolescentes, adultos e idosos têm preços diferenciados variando de CAD 5.00 a CAD 16.00.

Dica que vale ouro (ou seus suados dólares):

Todos os Museus do Québec têm entrada gratuita no primeiro domingo de cada mês. Lembre-se apenas de fazer a reserva no respectivo site.

Musée national des beaux-arts du Québec
179 Grande Allée Ouest
Québec (Québec) G1R 2H1
Canada

Referências

Autor

  • William é brasileiro, nascido na cidade de Feliz, no interior do Rio Grande do Sul. Mora em Québec desde 2019 e é um aficcionado por história. Com formação na área de tecnologia e de línguas antigas, é o apresentador do canal Québec em Foco no YouTube e também do bloco Café com História do podcast Conexão Québec.

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